26 julho, 2005

"Primeiro Amor", a porta de entrada para um novo mundo

Amor, amor, de longe, o tema mais utilizado pelo ser humano, desde os rabiscos pré-históricos, até o filme recém-lançado "De Repente É Amor", parece ser fonte inesgotável na produção de poesias, músicas, filmes e até mesmo Blogs. Como não poderia ser diferente, mais cedo ou mais tarde esse tema seria abordado aqui, mas por ser um tema tão complexo, e tão infinito, resolvi abordar inicialmente (talvez mais pra frente eu me aventure novamente por esse tema), uma peculiaridade do tema "Amor". Como foi denunciado pela foto ao lado, irei falar da porta de entrada para o vasto mundo conhecido como Amor, o "Primeiro Amor".
Uma frase dita pelo irlandês George Bernard Shaw, prêmio Nobel de Literatura em 1925, define de maneira sucinta o "Primeiro Amor": "O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade". Como não podia deixar de ser, é repleto de curiosidade, afinal, pisamos em um terreno desconhecido, entramos em um mundo totalmente novo, repleto de novas sensações, as quais se originam de um novo sentimento. Já a loucura, acompanha cada ato presente no "Primeiro Amor", seja por puro desconhecimento (pura inocência), seja pelo fato de perdermos o discernimento entre o que é racional e o que não é racional.
Para a grande maioria dos mortais (tirando alguns mais bem abençoados pela natureza, ou sortudos de carteirinha), ao contrário do que Hollywood faz, o "Primeiro Amor" é platônico. Muitos podem discordar, tentando se enganar, mas é a mais pura verdade. E talvez aí está a graça, aí está o aprendizado, aí está o que torna o "Primeiro Amor" tão especial.
Se cada um de vocês for buscar em anos passados, ou mesmo recentemente, encontrarão uma pessoa, que do nada, te chamou a atenção. Talvez não a primeira vista (afinal, o tema aqui é "Primeiro Amor", e não "Amor a primeira vista"), mas que depois de você trocar meia-dúzia de palavras e ela (ou ele) te dar meia-meia-dúzia de atenção, vc tenha passado a vê-la (vê-lo, fazer feminino e masculino tá um saco já, então eu tratarei no feminino por razões óbvias, e cada um encaixe no seu caso, afinal, o que vale é a idéia) de uma maneira diferente, de uma maneira que vc não tinha olhado para ninguém anteriormente. Aí meu amigo, já é...... (como diz o povo do litoral), vc já se apaixonou e agora a volta ao seu estado normal (se é que vc queira isso)só ocorre em alguns meses.
Bom, agora quando vc ver a "Dita Cuja" da menina, vc irá começar a seguí-la com os olhos, irá começar a ter "friozinho na barriga" quando ela passar, irá conhecer mínimos detalhes dela (alguns deles que nem ela mesma chegou a saber, tipo aquele andado com uma inclinação de 2,3º para a esquerda, aí um dos indicativos da loucura citada no início). Na hora de comer, vc olhará para o seu prato e tentará alimentar seu corpo só com amor, deixando de lado essas coisas materiais e passageiras como comida. Na hora de dormir, vc ficará deitado na cama acordado pensando nela por mais no mínimo 1 hora e meia, imaginando como seria "lindo" vocês dois juntos, e no meio da noite, ela ousa invadir seu sono ou seus sonhos, lá ela parece a pessoa mais doce do mundo, fazendo com vc tudo aquilo que vc desejou (como vc está amando, vc não desejou "bobagens"), por fim, vc acordará sentindo em sua saliva até o gosto da boca que vc nunca provou (e como dito anteriormente, na maioria dos casos, nunca chegará a provar). Vc estará super-feliz, com a alma leve, contando os segundos para vê-la (provavelmente na escola, se vc não for tão "atrasado" e deixar para se apaixonar pela primeira vez só na faculdade), e quando ela passa, todas aquelas sensações voltam.
Depois de toda uma longa semana, chega o fim-de-semana, ó 2 dias que parecem eternos, como vc sofre por não vê-la durante 2 dias. Essa situação é amenizada quando vc já conversou a meia-dúzia de palavras, aposto que se vc fez isso, deu um jeito de arrumar o telefone dela, inventando uma desculpa mais cabulosa do mundo, tipo aquelas que envolvem estudo (logo vc dando desculpas de estudo, essa é boa). Bom, mas voltando, caso vc tenha pego o telefone dela, não aguentará até o fim do sábado pra ligar, mesmo que não faça a mínima idéia do que falará com ela, tentará buscar um "consolo" para a sua solitária alma na suave voz da pessoa amada. Vc liga e então fala algumas coisas sem nexo (estudo, misturado com situações do seu monótono cotidiano, as quais não trazem o menor interesse para ela) e passados alguns poucos minutos vc dá tchau, mandando um beijo, e desligando. Seu fim-de-semana não foi de todo perdido, caso não tenha anotado o telefone dela, sinto muito, vc sofreu "pacas" esse fim-de-semana.
Passados tempos de namoro com ela (mesmo que ela ainda não saiba), vc se vê maduro o suficiente para abordá-la e contar para ela todo o seu amor, e oferecer para ela todos os elogios do mundo, e tudo aquilo que só depois vc verá que não estava a seu alcance. Sem pensar muito, vc dá um jeito, e acaba sobrando só vocês dois no fim de alguma aula (não faço a mínima idéia de como vc conseguiu isso), e então vc começa com aquele papo-furado. Dizendo que acha que está apaixonado por ela (essa é boa, vc "acha", tentando dar uma de difícil), e que queria muito que acontecesse algo entre vocês, tipo um namoro (embora vc tenha imaginado mesmo foi o casamento, neh?!), ela com a maior paciência do mundo dirá que não rola, que ela te vê como um amigo (essa mata, neh?!), enfim, ela dá todas as razões do mundo (todas baseadas na mais pura racionalidade, de quem no momento da conversa se encontra em uma situação mais delicada que a sua), vc não entenderá, e começará com perguntas sem sentido para ela, tipo: "Por que não rola?", "Eu sou feio?","Eu gosto tanto de vc!!". Em poucos momentos vc irá do céu ao inferno, e se verá suplicando, se humilhando e cometendo as tão citadas loucuras do "Primeiro Amor".
Passados algumas semanas de puro sofrimento, vc acabará em alguns casos tomando raiva da menina (a qual em nenhum momento, te deu motivos plausíveis para tomar raiva), em outros casos, vc depois de algum tempo, verá que ela nem era tudo aquilo que vc imaginava (e racionalmente concordará com seus amigos, os quais nos seus momentos de escuridão te alertavam que ela nem era tão perfeita quanto vc dizia).
Bom, quem não viveu o "Primeiro Amor", achará esse texto uma loucura ("Eu, sofrendo desse tanto por conta de mulher?! Nunca!!"), mas os que viveram, tem de concordar que ao menos parcialmente, vocês viveram e sofreram algo parecido (se não igual) ao descrito. Para os que ainda não viveram, fica aqui um registro que espero que vocês utilizem quando viverrm o seu (é fato consumado que irá viver mais cedo ou mais tarde). No final das contas, passados anos do seu "Primeiro Amor", vc irá discutí-lo com os seus amigos, seja numa sala de faculdade, seja numa sala de trabalho, seja numa mesa de bar, seja num BLOG. E olhará para o seu passado com certo saudosismo, e a certeza de que essas experiências, contribuíram para formar a pessoa que vc é hj. Caso vc tenha amor-próprio, vc olhará para o seu passado com um grande sorriso.

Abraços................
Diogo

3 Comments:

At julho 26, 2005 5:21 PM, Anonymous Anônimo said...

Dioguito, seu texto foi muito bem escrito, para variar! Adorei! Nossa, não vivi tanto do que estava escrito, porque com emninas é um pouquinho diferente. pelo menos comigo foi... Mas a maioria é igual memso. Muito engraçado. E quanto mais eu lia, mais eu lembrava... O tal saudosismo qe você falou, né? Adorei o texto... Mó bom. Bjos =]

 
At julho 26, 2005 5:31 PM, Anonymous Anônimo said...

Dioguito seu texto é maravilhosoooooo!!! Vc conseguiu retirar um poouquinho do que muitas pessoas acabaram vivenciando....E até ainda irão vivenciar!! Adorei....Mil bjinhos

 
At julho 26, 2005 8:29 PM, Anonymous Anônimo said...

Ave Maria...
Tá lindo o post,...
e vc tá currrrto...hahahaha ¬¬ não me sinto com vontade de comentar aqui.. depoooooooooois eu posso até comentar... msm q vc não retribua NENHUM mísero coment q eu coloque aqui... ¬¬'

;**

A Irmã maaaais maaaaais.

 

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