14 abril, 2006

Simplesmente Felicidade

Depois de um bom tempo sem postar (quase um ano na "A Toca" e uns meses no Multiply), cá estou eu de volta. Nada melhor do que umas certas doses de tristeza na vida, pra dar vontade de escrever... mas hoje não pretendo falar de tristezas, pretendo falar da talvez hipotética, sempre almejada, sonho para muitos e realidade para poucos; falarei da plena FELICIDADE.

Mas afinal, no que consiste a felicidade? Isso meu amigo, só vc pode me dizer... pra vc o que é felicidade? Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que para mim, a felicidade consiste num bem-estar de "mim" comigo mesmo :-D Complexo? Que nada! Trocando em miúdos, seria vc estar contente com suas atitudes, com o caminho que vc está trilhando em sua vida, com fazer jus a seus princípios e ideais, com uma harmonia interna que dificulta absurdamente que fatos cotidianos te abalem.

Pois é, essa felicidade pelo meu entendimento, é dificílima de se atingir, afinal, somos seres em constante mutação, as vezes rindo, as vezes chorando, as vezes rindo e chorando, as vezes satisfeitos, as vezes insatisfeitos. Talvez por essa constante mutabilidade de estado interior, algumas pessoas afirmam que "A Felicidade consiste na busca da felicidade", nada tão simples quanto isso neh?! Afinal, algo inatingível, porém vivido, não teria melhor explicação.

Para atingir a felicidade, os bilhões de indivíduos da Terra seguem milhões de caminhos, alguns encontram a felicidade na religião, alguns nos amigos, alguns no dinheiro, alguns na "farra", alguns no sexo, e alguns poucos tentam fazer um balanço de todos esses, afim de atingir a tal felicidade.

Eu, estou tentando realizar algumas mudanças, afim de atingir certa harmonia, que poderá levar à minha felicidade. Porém não é nada fácil. Mudanças nunca são fáceis... mas são absolutamente necessárias, afim de nos adequarmos e sobrevivermos (ou vivermos melhor).

Aos poucos a vida nos ensina, que certas coisas não são capazes por si só de te trazer felicidade, pelo contrário, elas a retiram de vc, esvaziando totalmente seu interior e desprovendo de certos sentimentos que antes habitavam ali. Vc vai crescendo e vai vendo que "farra" é bom, mas não é tudo; beijar na boca é bom, mas em certo momento, te implora por mais sentimento; sexo é muito bom, mas o pós-sexo com uma pessoa que não rolou sentimento é HORRÍVEL; dinheiro é excelente, mas não é capaz de te tornar completo. A complexidade humana, faz com que necessitemos de cada um desses elementos em medidas corretas.

Pode ser que boa parte do que eu tenha dito não faça o menor sentido para vc (ou msm para mim). Mas acredito eu, que mais cedo ou mais tarde muitos que agora estão lendo, compartilharão desse mesmo pensamento, seja por escolha própria, ou por uma tardia imposição da vida.

Sejam Felizes......... Be Happy!

31 julho, 2005

A Velha e Saudosa Infância


Bem, depois de alguns dias sem escrever nada (semana corrida e boa :-) , resolvi hj, no meu último dia de férias, escrever algo. Escreverei hoje, sobre algo que todo mundo já viveu (e alguns poucos leitores, ainda vivem), já foi nome de música dos "Tribalistas", e a foto acima (Eu e André "sobre" uma árvore no Zoológico recentemente) já meio que entrega o tema :-) Continuando com o saudosismo do texto passado (aos poucos o BLOG amadurece), irei falar sobre a INFÂNCIA, dando uma abordagem, de fatos que marcaram a minha infância, e que provavelmente marcou a infância dos "mais velinhos" (digo com a idade próxima da minha).
Como não poderia deixar de ser, abro o texto com uma frase: "A experiência me mostrou muito tarde que não se pode explicar os seres a partir de seus vícios, mas sim partindo daquilo que conservam intacto, de puro, daquilo que lhe resta da infância, por mais profundamente que seja necessário buscar. (Georges Bernanos)" Essa frase deixa claro que o período da vida que nos marca e mais contribui para como seremos o resto da vida, com certeza, é a infância.
Mas quando começa a nossa infância? Bom, a minha começou, com o primeiro brinquedo que ganhei e entendi que ganhei, portanto descarto aqueles bichos de borracha com um orifício que gera um bizarro som agudo e geralmente, vem em forma de Mickeys e o resto da turma. O primeiro brinquedo que lembro, foi um maravilhoso velocípede, com ele passei o começo da minha infância "zoando" de um lado para o outro na frente da casa da minha vó no St. Aeroporto. Como sou praticamente o primogênito de toda a família (tanto por parte de mãe, como por parte de pai), tive uma infância muito "bajulada", o que até certo ponto foi bom. Como todo bom "menininho", eu era fã de todos os heróis japoneses, entre eles: Jaspion, Jiraya, Jiban, Black-Kame-Riden, Lion Man, e todo o resto desses fantásticos defensores da paz. Talvez por ser tão fã desse pessoal, eu tenha criado um instinto guerreiro dentro de mim, e os sofás lá de casa é que conheciam toda a minha fúria, enquanto eu pulava de um para o outro, me achando o Jiraya. Como todo bom fã, eu tinha fantasia de quase todos os acima citado, além de ter uma do Homem-Aranha, do Super-Homem, e uma de pirata, a qual usei em cerca de três inesquecíveis carnavais no Jóquei-Clube de Goiás. Será que vc nunca se shortinho preto, uma camiseta branca e um tapa-olho (como todo bom pirata), caso tenha se deparado, era muito possível que tenha sido eu.
Um certo dia, minha mãe chega pra mim e me diz que iria me mudar para o "Agostiniano", para que eu me alfabetizasse lá, pra quem não conhece, é um colégio em frente a praça do avião, onde passei do Pré ao Terceiro deparou nesses carnavais com um molequinho correndo com uma espadinha (na verdade uma simitar) na mão, com um shortinho preto, uma camiseta branca e um tapa-olho (como todo bom pirata), caso tenha se deparado, era muito possível que tenha sido eu.

Um certo dia, minha mãe chega pra mim e me diz que iria me mudar para o "Agostiniano", para que eu me alfabetizasse lá, pra quem não conhece, é um colégio em frente a praça do avião, onde passei do Pré ao Terceiro ano (inesquecíveis 12 anos). Como não tinha muitos amigos, não me importei, e fui para o "Agostiniano", um colégio IMENSO comparado com as pequenas casinhas q eu estudava. Lá vivi minha infância em plenitude, tendo tido alguns problemas no Pré, tipo ter levado meus "hominhos" do Comandos em Ação pra aula e a professora tomando-os, e permitindo que roubassem alguns dos meus preferidos. Aliás citando um fato engraçado, envolvendo os Comandos em Ação, foi quando meu pai me convenceu a largar a chupeta (eu deveria jogá-la para o Monstro da Lagoa Negra, o qual teoricamente vive no Lago ao lado do Zoológico, aquele que tinha pedalinhos), em troca, eu ganharia o "Quartel General dos Comandos em Ação", é claro que o monstro ficou com a chupeta né?! Voltando, no Agostiniano, fiz inúmeros amigos, e alguns poucos desafetos, a maioria destes se converteram em amigos anos depois.
Como todo bom romântico, a minha vida de "galanteios" começou cedo, no Pré levei flores para uma menina, a qual jogou minhas flores fora :-( (as desilusões amorosas começaram cedo). Mas como todo bom brasileiro eu não desisti nunca. Não contente, na primeira série levei flores para outra, a qual gostou de verdade. E depois me lembro de mais umas 2 vezes em que levei flores para outras 2 meninas, nenhuma delas chegou a jogar as minhas flores no lixo como a temível primeira. Boa parte dessas meninas anos depois tornaram-se amigas minhas, e ficávamos juntos rindo do engraçado passado.
Na saída da escola, tinhamos aqueles vendedores (geralmente chamando BAIANO), os quais vendiam balas, guloseimas, e aqueles brinquedos que viraram moda entre a moçadinha. Dentre esses brinquedos, destaco alguns. Quem não teve um PIROCOPTERO? Quem não teve um daqueles bonequinhos feitos de farinha, com uma pele feita de balão, e o nome é indefinido (não é Andy, Zé, André, os quais discutiram o nome comigo)? Quem nunca teve um BATE-BATE? Quem nunca brincou de TAZO? Quem nunca deu aqueles chicletes de sacanagem pros "amigos"? Quem nunca teve um álbum de figurinhas? Nesse último, acho q tentei colecionar tudo quanto é álbum, tendo completado apenas 1 :-/ Uma das minhas façanhas foi tentar completar o do Cavaleiros do Zodíaco, o qual tinha as figurinhas dentro de balas. Um belo dia, ou melhor, noite, vou eu com minha bicicletinha BMX comprar um saco de bala com o dinheiro recém-ganho do avô, na volta, eis que raspo o pneu no meio-fio e caio de boca no chão. Resultado = restauração de parte dos dois dentes da frente. Se vc pensa que essa foi a minha única peripécia, ledo engano.
Voltemos a uma bela tarde, quando eu estava no auge dos meus 7 anos. Estava com meu padrinho e meu primo no clube social feminino (perto da praça do cruzeiro), em minha frente, havia uma altura de cerca de 2 metros (talvez 2,5 metros), onde antes havia um escorregador (agora não tinha mais nada), agora só havia uma certa altura me dizendo "PULA". Com um monte de gente perto, eu logo disse que ia pular, os meninhos na hr disseram "NOSSSAAA", aí é que decidi q iria pular msm, meu sensato primo (hj não tem mais nada de sensato), me disse "Não Pula", um outro cara mostrou o dedo roxo e deformado resultado da tentativa de tal façanha, NADA disso me fez não pular. Resultado = Após o Pulo alguns meses engessado com a perna quebrada. Quebrei essa msm perna mais uma vez, a outra perna 1 vez, o braço trinquei umas 2 vezes, enfim, passei bons momentos com gesso, todos eles memoráveis.
Minha infância sempre foi marcante nas noites de natal, as quais passava na minha avó, e ganhava rios de presentes, lembro até hj de ficar acordado até 5 da manhã sozinho, brincando com meus brinquedos novos. Já uma pessoa marcante, foi meu primo Igor, um ano mais novo que eu, e crescemos praticamente juntos, seja no vídeo-game, seja nas partidas de "Hóquei na grama", seja nos nossos álbuns, seja na jogatina de "bafo" (bater figurinhas), seja andando de bicicleta, seja andando de patins, seja nas inúmeras peripécias que aprontamos.
Depois de ter passado por tudo que uma criança normal passou, e algumas coisas que poucas crianças normais passaram, eu aos poucos comecei a achar ridículo a infância e tudo relacionado, acho que a partir desse momento, abandonei a infância e cheguei a adolescência. Agora depois de tantos anos, não tenho nada de vergonha da minha infância, mas sim o saudosismo de um tempo que agora só está presente na minha memória, sendo possível reviver somente aquele espírito. Quando chega o momento em que vc sente saudade da infância, acho que a adolescência está ficando pra trás e vc mais umas vez completou uma etapa da vida.
Da minha infância trago boa parte da minha personalidade, quem me conhece de perto sabe que isso é verdade, afinal, não é todo mundo que sobe em árvores no Zoológico, corre atrás de macacos no CAMPUS II da UFG; faz de vez em quando brincadeiras que só o seu primo pentelho acharia graça; grita com o povo na rua quando passa de carro (só pra "zuar"); usa gírias em seu vocabulário dignas do seu tempo de infância. Afinal fui e sou um garoto serelepe, traquinas, zuador, causador, mas sempre fui FELIZ. Alguns momentos posso não parecer, afinal ainda tenho reflexos de adolescência :-)
Espero que tenham gostado de partilhar coisas da minha infância que poucas pessoas sabiam, e que agora se tornam públicas, se quiser saber mais converse comigo, afinal tenho que escrever menos que um livro nesse negócio aqui né?! E espero que pelo menos em algumas linhas vc tenha lembrado da sua maravilhosa infância, e tenha sentido o mínimo de saudade, não deixe esse espírito morrer, com ele se encontra o espírito de toda a vida.


Abraços................................
Diogo

26 julho, 2005

"Primeiro Amor", a porta de entrada para um novo mundo

Amor, amor, de longe, o tema mais utilizado pelo ser humano, desde os rabiscos pré-históricos, até o filme recém-lançado "De Repente É Amor", parece ser fonte inesgotável na produção de poesias, músicas, filmes e até mesmo Blogs. Como não poderia ser diferente, mais cedo ou mais tarde esse tema seria abordado aqui, mas por ser um tema tão complexo, e tão infinito, resolvi abordar inicialmente (talvez mais pra frente eu me aventure novamente por esse tema), uma peculiaridade do tema "Amor". Como foi denunciado pela foto ao lado, irei falar da porta de entrada para o vasto mundo conhecido como Amor, o "Primeiro Amor".
Uma frase dita pelo irlandês George Bernard Shaw, prêmio Nobel de Literatura em 1925, define de maneira sucinta o "Primeiro Amor": "O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade". Como não podia deixar de ser, é repleto de curiosidade, afinal, pisamos em um terreno desconhecido, entramos em um mundo totalmente novo, repleto de novas sensações, as quais se originam de um novo sentimento. Já a loucura, acompanha cada ato presente no "Primeiro Amor", seja por puro desconhecimento (pura inocência), seja pelo fato de perdermos o discernimento entre o que é racional e o que não é racional.
Para a grande maioria dos mortais (tirando alguns mais bem abençoados pela natureza, ou sortudos de carteirinha), ao contrário do que Hollywood faz, o "Primeiro Amor" é platônico. Muitos podem discordar, tentando se enganar, mas é a mais pura verdade. E talvez aí está a graça, aí está o aprendizado, aí está o que torna o "Primeiro Amor" tão especial.
Se cada um de vocês for buscar em anos passados, ou mesmo recentemente, encontrarão uma pessoa, que do nada, te chamou a atenção. Talvez não a primeira vista (afinal, o tema aqui é "Primeiro Amor", e não "Amor a primeira vista"), mas que depois de você trocar meia-dúzia de palavras e ela (ou ele) te dar meia-meia-dúzia de atenção, vc tenha passado a vê-la (vê-lo, fazer feminino e masculino tá um saco já, então eu tratarei no feminino por razões óbvias, e cada um encaixe no seu caso, afinal, o que vale é a idéia) de uma maneira diferente, de uma maneira que vc não tinha olhado para ninguém anteriormente. Aí meu amigo, já é...... (como diz o povo do litoral), vc já se apaixonou e agora a volta ao seu estado normal (se é que vc queira isso)só ocorre em alguns meses.
Bom, agora quando vc ver a "Dita Cuja" da menina, vc irá começar a seguí-la com os olhos, irá começar a ter "friozinho na barriga" quando ela passar, irá conhecer mínimos detalhes dela (alguns deles que nem ela mesma chegou a saber, tipo aquele andado com uma inclinação de 2,3º para a esquerda, aí um dos indicativos da loucura citada no início). Na hora de comer, vc olhará para o seu prato e tentará alimentar seu corpo só com amor, deixando de lado essas coisas materiais e passageiras como comida. Na hora de dormir, vc ficará deitado na cama acordado pensando nela por mais no mínimo 1 hora e meia, imaginando como seria "lindo" vocês dois juntos, e no meio da noite, ela ousa invadir seu sono ou seus sonhos, lá ela parece a pessoa mais doce do mundo, fazendo com vc tudo aquilo que vc desejou (como vc está amando, vc não desejou "bobagens"), por fim, vc acordará sentindo em sua saliva até o gosto da boca que vc nunca provou (e como dito anteriormente, na maioria dos casos, nunca chegará a provar). Vc estará super-feliz, com a alma leve, contando os segundos para vê-la (provavelmente na escola, se vc não for tão "atrasado" e deixar para se apaixonar pela primeira vez só na faculdade), e quando ela passa, todas aquelas sensações voltam.
Depois de toda uma longa semana, chega o fim-de-semana, ó 2 dias que parecem eternos, como vc sofre por não vê-la durante 2 dias. Essa situação é amenizada quando vc já conversou a meia-dúzia de palavras, aposto que se vc fez isso, deu um jeito de arrumar o telefone dela, inventando uma desculpa mais cabulosa do mundo, tipo aquelas que envolvem estudo (logo vc dando desculpas de estudo, essa é boa). Bom, mas voltando, caso vc tenha pego o telefone dela, não aguentará até o fim do sábado pra ligar, mesmo que não faça a mínima idéia do que falará com ela, tentará buscar um "consolo" para a sua solitária alma na suave voz da pessoa amada. Vc liga e então fala algumas coisas sem nexo (estudo, misturado com situações do seu monótono cotidiano, as quais não trazem o menor interesse para ela) e passados alguns poucos minutos vc dá tchau, mandando um beijo, e desligando. Seu fim-de-semana não foi de todo perdido, caso não tenha anotado o telefone dela, sinto muito, vc sofreu "pacas" esse fim-de-semana.
Passados tempos de namoro com ela (mesmo que ela ainda não saiba), vc se vê maduro o suficiente para abordá-la e contar para ela todo o seu amor, e oferecer para ela todos os elogios do mundo, e tudo aquilo que só depois vc verá que não estava a seu alcance. Sem pensar muito, vc dá um jeito, e acaba sobrando só vocês dois no fim de alguma aula (não faço a mínima idéia de como vc conseguiu isso), e então vc começa com aquele papo-furado. Dizendo que acha que está apaixonado por ela (essa é boa, vc "acha", tentando dar uma de difícil), e que queria muito que acontecesse algo entre vocês, tipo um namoro (embora vc tenha imaginado mesmo foi o casamento, neh?!), ela com a maior paciência do mundo dirá que não rola, que ela te vê como um amigo (essa mata, neh?!), enfim, ela dá todas as razões do mundo (todas baseadas na mais pura racionalidade, de quem no momento da conversa se encontra em uma situação mais delicada que a sua), vc não entenderá, e começará com perguntas sem sentido para ela, tipo: "Por que não rola?", "Eu sou feio?","Eu gosto tanto de vc!!". Em poucos momentos vc irá do céu ao inferno, e se verá suplicando, se humilhando e cometendo as tão citadas loucuras do "Primeiro Amor".
Passados algumas semanas de puro sofrimento, vc acabará em alguns casos tomando raiva da menina (a qual em nenhum momento, te deu motivos plausíveis para tomar raiva), em outros casos, vc depois de algum tempo, verá que ela nem era tudo aquilo que vc imaginava (e racionalmente concordará com seus amigos, os quais nos seus momentos de escuridão te alertavam que ela nem era tão perfeita quanto vc dizia).
Bom, quem não viveu o "Primeiro Amor", achará esse texto uma loucura ("Eu, sofrendo desse tanto por conta de mulher?! Nunca!!"), mas os que viveram, tem de concordar que ao menos parcialmente, vocês viveram e sofreram algo parecido (se não igual) ao descrito. Para os que ainda não viveram, fica aqui um registro que espero que vocês utilizem quando viverrm o seu (é fato consumado que irá viver mais cedo ou mais tarde). No final das contas, passados anos do seu "Primeiro Amor", vc irá discutí-lo com os seus amigos, seja numa sala de faculdade, seja numa sala de trabalho, seja numa mesa de bar, seja num BLOG. E olhará para o seu passado com certo saudosismo, e a certeza de que essas experiências, contribuíram para formar a pessoa que vc é hj. Caso vc tenha amor-próprio, vc olhará para o seu passado com um grande sorriso.

Abraços................
Diogo

24 julho, 2005

"Ócio criativo" é conversa de grego

Bom, vendo que minhas descrições do meu próprio dia chegam a ficar meio "entediantes" (vide o Meu Espaço no MSN), resolvi tomar passos maiores e criar esse blog, em uma época em que os Blogs estão praticamente entrando em cruel declínio, resolvi me aventurar por esses mundos. De agora em diante, irei escrever sobre fatos marcantes que ocorreram comigo, ou simplesmente escrever algo sobre algo :-) Nada mais do que falar da vida, num âmbito mais geral.

Começando resolvi falar sobre a minha motivação pra criar esse BLOG, o "Ócio". Inspirado na idéia do ócio criativo, e com uma ajudinha de um domingo muito "monótono", resolvi fazer isso daqui.

Quem nunca viveu aqueles dias em que vc fica em casa, esperando alguém te ligar, e passa o dia todo nessa eterna espera, que na verdade não durou mais de uma tarde. Tarde essa que vc passa caçando o q fazer (literalmente). Fica na internet, e vê q aquilo já tah entediante (logando sem parar no Orkut, esperando o aumento de pelo menos 1 unidade naquelas centenas de scraps), depois de ter visto as comunidades de todos os seus colegas, e não aguentando mais ver aquelas cores do Orkut, vc pára e reconhece, "Meu dia tá uma merda!". Resolve procurar algumas músicas pra ver se um som nos seus ouvido quebra a monotonia do dia, acaba baixando Bob Dylan, curioso em descubrir o que algumas pessoas gostam em músicas tão "faladas" e tão pouco "musicadas", vc busca a letra das musicas e descobre que algumas palavras dele até fazem sentido, embora ainda ache que a maioria não faça. Depois de baixar e escutar tudo do Bob Dylan, eis que vc resolve ir conversar no msn (o qual estava aberto todo o tempo, mas só agora recebe alguma atenção do dono). Ao chegar no MSN verifica que todos os seus amigos não estão lá, o dia deles parece estar "um pouco melhor" que o seu, vc fala agora com mais ênfase "Meu dia tá uma merda!".

Depois de orkut, músicas, MSN, e tudo o mais que a internet pode oferecer :-) Vc se rende aos programas de televisão, e para a sua imensa satisfação, é domingo. Programação diversificadíssima, indo desde FAUSTÃO, até o cabuloso GUGU, seu dia tá "fudido".

A noite chegando, e o telefone parece tocar pra todas as pessoas da casa, menos para vc. Vc resolve largar a TV e voltar ao seu amado computador, eis que encontra alguns amigos no MSN, sua noite parece ir mais com a sua cara que o seu dia. Seus amigos vem conversar com vc e resolvem contar as peripécias de seu magnífico dia, e perguntam pra vc, "Como foi o seu dia?". Vc como não consegue mentir, assume. "Meu dia foi uma merda!"

Passado algum tempo, depois de ter descarregado para todo mundo como foi o seu dia, vc começa a pensar........ O dia foi o mesmo para todo mundo, o que mudou foi como cada pessoa resolveu aproveitá-lo. Vc pensa "Por que eu esperei me ligarem?! Por que eu nao liguei?!" (seria aquela pontinha de orgulho?! a qual não adiantou de nada, só te deixou exercer seu "ócio criativo") . É, no fim das contas, vc recebeu uma bela lição vivendo eternos momentos em um pequeno dia.

Se isso pode te consolar, Fernando Pessoa um dia disse que "A vida moderna é um ócio agitado, uma fuga dentro da agitação ao movimento ordenado.", então vc pode dizer para si msm que no fim das contas, vc e todos os seus amigos acabaram vivendo o ócio, o deles, um ócio moderno, mas não deixou de ser ócio :-) Se isso não te contentar, experimenta dizer para os seus amigos que o seu dia foi bom, vc não fez muita coisa pq tem a crença de que "Domingo é um dia de ficar com a família :-)" (essa "pequena" hipocrisia aposto que já chegou aos seus ouvidos ou saiu de tua boca). Ou, em última instância, faça como eu e diga pra todo mundo "Meu dia foi uma merda!" E viva na esperança que "Amanhã vc fará de tudo para o seu dia ser melhor q hj".

Abraços...............